Era um dia claro e frio.
Andava eu em direção a biblioteca.
Estava mal.
Não mal realmente.
Era mal adolescente, mal sem razão, preguiça de viver.
A chuva, que sempre fora minha melhor namorada, espreitava entre as nuvens.
Eu, no meio do caminho, duvidando de sua confiança disse para o vento.
-Chuva, me dê um beijo, um abraço, me sinto só.
Ai a chuva respondeu.
Começou a chover com uma velocidade incrível.
A mesma velocidade com que comecei a correr pra não deixar que molhasse meu livros.
Me escondi na loja de um e noventa e nove mais próxima, que tinha brinquedos de plastico rosa de mais e estava em falta em guarda chuvas.
" Você pediu, ai está" Pensei comigo.
Mas não poderia abraça-la como se deve, precisava chegar seco a biblioteca.
Então corri.
Corri me protegendo como devia pelo hall cheio de lojas que me protegeria da chuva.
Olhei para trás, ela caia incessante.
Fui até o outro lado sem esperança.
Não caia uma gota.
"Um beijo."
Eu ganhara um beijo da chuva, como havia pedido.
terça-feira, 31 de março de 2015
sábado, 28 de março de 2015
Ela domina o que toca com a graça de uma aranha velha.
Mesmo que não esteja procurando, sua beleza sempre se
revela.
Mesmo de longe mostra delicadeza.
Por mais que me afaste, me domina e me mostra como ver.
Faz com que eu duvide
de cada passo meu.
Me fazer ver como tudo poderia ter sido.
Mesmo sem querer transforma o mundo a sua volta.
Mesmo sem querer, sempre estou a sua porta.
Mesmo sem querer se faz merecedora do melhor.
Sempre me dobra, sem esforço, sem dó, sem querer.
Sempre me dobra.
Me faz desejar, faz pensar, faz ver.
Nunca teve o que merece.
Nunca irá ter?
Quem sabe o que se esconde, abaixo da pele alva que é sua.
Dos olhos que nunca demonstram tristeza.
Dos desejos que parece ter.
Das coisas que acha merecer.
Talvez um único traço eu veja.
Talvez um único traço me faça em joelhos.
Talvez seja isso minha fraqueza.
Isso que é meu maior desejo.
domingo, 22 de março de 2015
Café
A doçura dos dias tinha gosto de bolo de mandioca.
De corridas desnecessárias.
De surpresas bem vindas.
De não se ligar sobre estar atrasado.
De vistas sem razão.
Mesmo que a pamonha já estivesse fria, por que não deixar que esfrie um pouco mais?
Mas não deixemos que a chuva molhe os biscoitos de polvilho. Mesmo que nos distraiamos com as belas poças que enchem a rua.
Ou com as árvores frutíferas que enchem o caminho. Não ouse se distrair com os peixes ou com as linhas de costura.
Brindemos a companhia um do outro, com uma xícara de café pois somos adultos não é?
O que dizer da pizza consistente e fina crocante e macia?
Uma pizza digna de canções. O cheiro do queijo quente, o contraste do chocolate, aquele morango fresco no topo.
Digo então obrigado.
Pelas refeições maravilhosas.
De corridas desnecessárias.
De surpresas bem vindas.
De não se ligar sobre estar atrasado.
De vistas sem razão.
Mesmo que a pamonha já estivesse fria, por que não deixar que esfrie um pouco mais?
Mas não deixemos que a chuva molhe os biscoitos de polvilho. Mesmo que nos distraiamos com as belas poças que enchem a rua.
Ou com as árvores frutíferas que enchem o caminho. Não ouse se distrair com os peixes ou com as linhas de costura.
Brindemos a companhia um do outro, com uma xícara de café pois somos adultos não é?
O que dizer da pizza consistente e fina crocante e macia?
Uma pizza digna de canções. O cheiro do queijo quente, o contraste do chocolate, aquele morango fresco no topo.
Digo então obrigado.
Pelas refeições maravilhosas.
terça-feira, 17 de março de 2015
É o desamor. Pois que seja o desamor!
Pois foi quando lhe vi tocar nos lábios que não era meus.
Eu que não havia me permitido um pensamento contra ti.
Lembrei de quão comum era o toque de suas bochechas.
De como sua voz não tem o tom que me lembrava.
Me lembrei de que guardei pra ti tudo que era de mim.
E não você não quis.
De que tentei fazer a ti os encontros mais bonitos.
Mas não me completou.
Que nunca me deu uma palavra de gentileza. Ao contrário me esfaqueara na necessidade.
Nunca quisera entender, nem viu que eu tentava dia após dia ser o que precisava.
Mas nunca fui o que precisou.
No final não conseguimos permanecer.
No final, sempre foi assim.
Pois foi quando lhe vi tocar nos lábios que não era meus.
Eu que não havia me permitido um pensamento contra ti.
Lembrei de quão comum era o toque de suas bochechas.
De como sua voz não tem o tom que me lembrava.
Me lembrei de que guardei pra ti tudo que era de mim.
E não você não quis.
De que tentei fazer a ti os encontros mais bonitos.
Mas não me completou.
Que nunca me deu uma palavra de gentileza. Ao contrário me esfaqueara na necessidade.
Nunca quisera entender, nem viu que eu tentava dia após dia ser o que precisava.
Mas nunca fui o que precisou.
No final não conseguimos permanecer.
No final, sempre foi assim.
Desamor é a medida da pequena dor
Me disseram que desamor é bom para a alma de vez em quando.
Nunca permiti que se apossasse de mim o tau desamor
Apenas permiti a honestidade de meus sorrisos
Não me permiti sentir a tristeza, ou a inveja, ou a vontade do melhor.
Desse modo achei que cobriria de nobreza tais atos.
Que não me permitindo o desamor me faria nobre e certo.
Mas não. Não existe tau coisa como a melhora pela inexistência.
Não exites tau coisa como nobreza na espera.
Assim como o desamor nunca me pareceu certo, tão pouco sua falta parece fazer diferença.
Me disseram que desamor é bom para a alma de vez em quando.
Nunca permiti que se apossasse de mim o tau desamor
Apenas permiti a honestidade de meus sorrisos
Não me permiti sentir a tristeza, ou a inveja, ou a vontade do melhor.
Desse modo achei que cobriria de nobreza tais atos.
Que não me permitindo o desamor me faria nobre e certo.
Mas não. Não existe tau coisa como a melhora pela inexistência.
Não exites tau coisa como nobreza na espera.
Assim como o desamor nunca me pareceu certo, tão pouco sua falta parece fazer diferença.
domingo, 15 de março de 2015
-Não dá.
Ele largara a caneta que agora rolava livre pela escrivaninha. Se recusava a mentir a si mesmo. Por mais simples que se isso parecesse ser. Levantou-se e foi até a sacada. O vento ventava lá fora. Eram dias cinzentos. Por que os malditos dias cinzentos não iam embora? Ele queria escrever, mas nada parecia certo. Todas as histórias que tinham finais não tinham inícios. As que tinham inícios não tinham finais. O garoto gostava de uma garota, o garoto consegue a garota do jeito mais incrível. Por que não consigo juntar as duas pontas?
O dia era cheio de poças d'água. Lá fora o mundo parece um multiverso de mundos refletidos um sobre os outros nas poças d'água. Era algo bonito.
-É algo bonito.
Decidiu que deveria explorar esse mundo de poças, entender o porquê destes dias cinzentos. Sacou sua jaqueta marrom preferida, o seu maior guarda chuva e pois a si em marcha.
...
O caminho era cheio de grama molhada que mesmo amassada pelo vento vibrava verde pela felicidade da umidade. Os padrões molhados embaixo das árvores eram sempre diferentes já que não se podia prever como as gotas iam descer pelas folhas. Talvez, somente, se você tivesse tempo de vida suficiente pra deixar de ser um pouco gente e se tornar um pouco árvore. Como os velhos que jogavam xadrez perto daquele pequeno bosque. Eles já não estavam começando a entender como era ter folhas, se prestasse atenção poderia ver como suas raízes começavam a crescer. Eles poderiam ficar o dia todo olhando a chuva cair pelas folhas daquelas mangueiras e barrigudas velhas e saber exatamente onde cada gota iria cair. Mas seria algo muito íntimo perguntar tal coisa.
Ele estava na porta do tal pequeno bosque. Não era grande coisa, mas era um templo de paz no meio dos recorrentes barulhos e cheiros da cidade. Uma ou outra alma corria fugindo da chuva. Ele se sentou num banco de madeira que estava mais ou menos seco. O céu não tinha o nublado bonito e liso que se assemelha a argila esmaltada. Era um nublado feio e granulado que dava agonia. Ele se encolheu mais dentro da jaqueta. Nevoa começava a se formar em volta. A névoa abafava todo o som. O som da água, das pessoas, o som daquele céu. Já não existia mais mundo. Existia névoa, o banco e ele. Por um momento ele se sentiu dono do seu destino. O que dizia era verdade. Não havia ninguém para lhe dizer o contrário, só existia a névoa.
A sensação de estar tão absoluto e sem quem o desafiasse era bizarra. Ora, o que era ele? Um tolo? Era somente névoa. Não queria dizer nada. Mas isso também não importava. Mesmo assim ele procurava a razão. Ora, poderia invocar tau razão.
-Eu quero saber o que isso!- Ordenou.
Névoa.
De repente ficou atônito. Alguém havia lhe sussurrado? Estava ele ficando louco? Quem teria dito isso?
-Estou sozinho?- Perguntou.
Sim.
Ora, estava mesmo ficando louco. Pronto. Era isso, ficara tempo de mais lendo livro e enlouquecera como Don Quixote. Estava discutindo com a névoa como ele combatera barris de vinho. Mas se estava sozinho estava estava falando consigo mesmo.
-Apareça!- Exclamou.
De dentre as cortinas de névoa saiu uma figura de estatura mediana, de ombros largos. Numa jaqueta marrom. Ora, mas aquele era ele. Existiam ele, o banco, a névoa e, bem, ele.
-Aqui estou.- Disse o outro ele.
Ele ficou paralisado. O que deveria fazer? Ele pensou em ir pra casa e tomar algo pra dormir. Ou ir ao hospital. Ir a uma delegacia e pedir para ser preso. Pensou em se jogar da ponte e andar de bicicleta. Afinal era louco mesmo.
-Por que a surpresa? Nunca falou consigo mesmo?
Ele estava ainda mais surpreso, nunca havia percebido que seu nariz era tão torto e sua testa tão longa.
-Bem não. Bem sim. Sim. Não deste modo.
-Calma, não está ficando louco.
Ele sentiu subitamente um alívio. E ai sentiu desespero por estar aliviado por ter ouvido a si mesmo.
-Não imagino o que possa acontecendo então.
O outro ele estava impassível, não o surpreendeu já que muitas vezes era assim.
-Alguém com a sua imaginação devia estar menos surpreso. O que esperava que acontecesse quando teve uma oportunidade tal qual uma tela limpa como essa névoa?
Ele olhou o outro com mais atenção. Por que estava tão curioso sobre si? Já não sabia tudo dele? Por que estaria surpreso com qualquer coisa que ele mesmo fizesse? Vasculhou sua mente tentando definir o que era, tentando entender se o outro ele era ele mesmo.
-Sim. Sou você, não precisa de nenhum teste.
-Como você sabe?- Perguntou.
O outro olhou com ironia. Ele é você, claro que ele sabe.
-Está tendo uma conversa você mesmo, não é tão diferente do que o que fez no resto da sua vida. Só que agora está mais imaginativo.
-Então é tudo minha imaginação?
O outro deu de ombros.
-Se você quiser.
-Você é real ou não?
-Não cabe a mim responder.
- Mas você sou eu caramba!!
Ele não se deu o esforço de responder.
A névoa em volta subia descia. O tempo parecia passar e estar parado. Por que iria querer falar consigo?Já sabia tudo de si. Voltou a sentar no banco. O outro sentou ao seu lado.
- O que acha desa névoa?- O outro perguntou.
-Você sabe o que eu acho.- Ele disse.
-É verdade.
Ai ficaram os dois sentados, olhando as cortinas brancas sempre mutante. Ou ele sozinho, se você gostaria de olhar desse modo.
-Eu só queria encontrar inspiração.-Ele disse.
-Não encontrou?- Perguntou o outro.
-Bem, acho que isso é tudo uma metáfora de como a inspiração está dentro de mim e como os dias são como a névoa, só páginas brancas esperando para serem escritas.-Parecia um bom sentido.
-Provavelmente é tudo besteira.- Disse o outro.
-É.
-Acho que vim mesmo foi procurar o porquê da tristeza desses dias que estão sempre nublados.
-E achou?
-Não, estou a falar sozinho.
O outro riu.
-Você vai sumir assim que eu sair dessa névoa? - Ele perguntou.
O outro o olhou.
-Você vai descobrir.
Ele não sabia o que esperar. Não sabia o que estava acontecendo. Mas sentia que suas respostas estavam em outro lugar.
Ele se levantou e seguiu seu caminho, o outro ficou sentado no banco. Ele não conseguia ver mais de um metro a sua frente, seguiu pela caminho de pedras que o havia guiado até dentro do bosque. A medida que andava a névoa ficava menos densa até desaparecer. Estava de novo na entrada do bosque.
Ele se perguntava o que diabos havia acontecido.
quinta-feira, 12 de março de 2015
Era um dia estranho. Um dia em que as piadas não tinham graça e era melhor ficar calado.
Era uma quinta feira chuvosa.
Estavam eles no final da tarde.
O na mesa o refrigerante estourava bolhas.
Eles contavam um com o outro para fugir desse dia.
Ambos estavam sem graça. Não que estivessem encabulados. Eram íntimos um da mente do outro.
Sabiam das vontades e das ideias. Um romance? Provavelmente aconteceria, mas decidiram que não era certo.
- É um dia estranho.
Ele bebericou o refrigerante.
- É mesmo.
Todo assunto parecia ter acabado. Já não existia mais otimismo. Era uma chuva feia que chovia lá fora.
- Deveríamos fazer algo.
Cutucava o descanso do copo de leve.
-Você sempre quer fazer algo
Ela levou o copo aos lábios.
Ele ficou curioso de repente.
-Você quer ficar nesse clima?
Ela o olhou sem desejos.
-Que clima?
-Esse clima ruim, chato.
-Por que eu iria querer fugir dele?
Ele voltou os olhos para os arranhões que cobriam a mesa, pensou sobre se garotos como ele os teriam feito.
-Não parece divertido.
Ela o olhou de novo, dessa vez de um jeito que o fitou um pouco mais de tempo. Não o estava julgando, longe disso. Ela queria simplesmente olha-lo. Ela não tinha medo que ficassem de lados opostos, não mais entendessem o que estava acontecendo. Na verdade. A verdade de verdade. Ela o achava bonito.
-Você é obcecado por diversão. Não entendo porquê tudo sempre tem que ser divertido pra você.
Ele a olhou de modo divertido.
-Esse não é o ponto do vida?
Ela olhou pela janela, pra chuva escura lá fora. Ela apoiava o rosto delicadamente sobre mão. Seus cabelos loiros suavemente ondulados caiam pelas orelhas sem incomodar.
Ele a achava linda.
-Eu acho que não, -disse ela- acho que diversão faz parte.
Ele apoiou o rosto sobre um braço também.
-Não vamos discutir o sentido da vida de novo, vamos?
Ela sorriu de leve, seus olhos eram castanhos quase verdes.
-Eu acho que não. Sobre o que estávamos falando?
-Sobre esse clima tão não adorável de quinta feira.
Ela olhou pra ele fixamente.
-Acho que é o peso da vida sobre nós, o peso de todo o sofrimento que acontece agora, de todas as coisas ruins que fazemos.-Ela olhou pro seu copo.- As tristezas escolheram uma quinta feira pra nos visitar.
Ela o olhou fixamente mais uma vez.
-É por isso que deveríamos levar ela pra passear
Ela riu.
Era uma quinta feira chuvosa.
Estavam eles no final da tarde.
O na mesa o refrigerante estourava bolhas.
Eles contavam um com o outro para fugir desse dia.
Ambos estavam sem graça. Não que estivessem encabulados. Eram íntimos um da mente do outro.
Sabiam das vontades e das ideias. Um romance? Provavelmente aconteceria, mas decidiram que não era certo.
- É um dia estranho.
Ele bebericou o refrigerante.
- É mesmo.
Todo assunto parecia ter acabado. Já não existia mais otimismo. Era uma chuva feia que chovia lá fora.
- Deveríamos fazer algo.
Cutucava o descanso do copo de leve.
-Você sempre quer fazer algo
Ela levou o copo aos lábios.
Ele ficou curioso de repente.
-Você quer ficar nesse clima?
Ela o olhou sem desejos.
-Que clima?
-Esse clima ruim, chato.
-Por que eu iria querer fugir dele?
Ele voltou os olhos para os arranhões que cobriam a mesa, pensou sobre se garotos como ele os teriam feito.
-Não parece divertido.
Ela o olhou de novo, dessa vez de um jeito que o fitou um pouco mais de tempo. Não o estava julgando, longe disso. Ela queria simplesmente olha-lo. Ela não tinha medo que ficassem de lados opostos, não mais entendessem o que estava acontecendo. Na verdade. A verdade de verdade. Ela o achava bonito.
-Você é obcecado por diversão. Não entendo porquê tudo sempre tem que ser divertido pra você.
Ele a olhou de modo divertido.
-Esse não é o ponto do vida?
Ela olhou pela janela, pra chuva escura lá fora. Ela apoiava o rosto delicadamente sobre mão. Seus cabelos loiros suavemente ondulados caiam pelas orelhas sem incomodar.
Ele a achava linda.
-Eu acho que não, -disse ela- acho que diversão faz parte.
Ele apoiou o rosto sobre um braço também.
-Não vamos discutir o sentido da vida de novo, vamos?
Ela sorriu de leve, seus olhos eram castanhos quase verdes.
-Eu acho que não. Sobre o que estávamos falando?
-Sobre esse clima tão não adorável de quinta feira.
Ela olhou pra ele fixamente.
-Acho que é o peso da vida sobre nós, o peso de todo o sofrimento que acontece agora, de todas as coisas ruins que fazemos.-Ela olhou pro seu copo.- As tristezas escolheram uma quinta feira pra nos visitar.
Ela o olhou fixamente mais uma vez.
-É por isso que deveríamos levar ela pra passear
Ela riu.
domingo, 8 de março de 2015
Poesia
Acho que quando a vida começa a se tornar muito real todos precisamos de um gole de poesia.
E a minha estava se tornando dolorosamente real.
Parei numa biblioteca e tomei uns tragos de Franz Rulli Costa.
Quase perdi o horário do ônibus.
Ele estava saindo da estação, de repente me vi correndo, e pulando pra dentro dele.
Sorri pra cobradora.
Fiquei em pé do lado da janela, um menino-moço gentil segurou minha mochila.
Estava bem, era um dia claro. De nuvens bonitas.
Outra pessoa pulou dentro do ônibus.
Era uma amiga antiga, que abriu um grande sorriso ao me ver.
Com seus olhos grandes seu rosto era uma poesia.
Que fazia o peso do mundo ficar mais leve.
Seu sorriso sempre me acalmou, e mesmo que não dissesse nada, sempre foi bom ouvi-la.
Ela tem uma beleza que merece ser apreciada.
Logo ela desceu do ônibus.
Mas deixou uma garoto feliz lá dentro.
E a minha estava se tornando dolorosamente real.
Parei numa biblioteca e tomei uns tragos de Franz Rulli Costa.
Quase perdi o horário do ônibus.
Ele estava saindo da estação, de repente me vi correndo, e pulando pra dentro dele.
Sorri pra cobradora.
Fiquei em pé do lado da janela, um menino-moço gentil segurou minha mochila.
Estava bem, era um dia claro. De nuvens bonitas.
Outra pessoa pulou dentro do ônibus.
Era uma amiga antiga, que abriu um grande sorriso ao me ver.
Com seus olhos grandes seu rosto era uma poesia.
Que fazia o peso do mundo ficar mais leve.
Seu sorriso sempre me acalmou, e mesmo que não dissesse nada, sempre foi bom ouvi-la.
Ela tem uma beleza que merece ser apreciada.
Logo ela desceu do ônibus.
Mas deixou uma garoto feliz lá dentro.
sexta-feira, 6 de março de 2015
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