terça-feira, 21 de junho de 2016

É um tempo de pernas e de pele.
De moças de pernas peladas, mesmo que não assanhadas
que parecem morrer de frio, ao andar por ai
é tempo de solidão feliz
solidão que dança conosco
dia de fugir de obrigações que não existem
existem obrigações mais doces?
De gente dançando, gritando e sorrindo em todos os cantos
um dia já desejei que estes momentos fossem infinitos
mas não devem ser
esses verões se vão
acho que é uma coisa boa
os verões irem.

sábado, 18 de junho de 2016



Não acho que seria medo. Seria?
As possibilidades de suas definições. As possibilidades de seus grandes olhos castanhos.
Eles me amedrontam?
Penso que não, mas sinto que sim.
Como lutar contra um medo que não se manifesta?
Lutar contra um fantasma.
Não sei.
Mas enquanto não descubro, mergulho.
Mergulho em seus olhos, definições e aventuras.
Mergulho em suas liberdades.
Desfruto da mais doce companhia.
Espero o melhor.
Quase sem medo.
O adeus é doloroso
Não importa quantos beijos ou abraços
Quantas juras ou promessas
Quantos desejos de boa sorte
O adeus ainda tem gosto metálico
Por mais doce que seja o retorno