terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Um tremor.
Um tremor na ralidade.
Tudo muda, tudo muda rápido.
Um momento e...
Pronto.
Todo o meu mundo. Tudo que tinha lutado pra me acostumar havia ido.
Novamente estou perdido.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Sentado no escuro.
Ouvindo a chuva.
Sim, porque não se precisa de luz pra ouvir.
Pensando na curta existência.
Quanta coisa já aconteceu.
E mais ainda pra acontecer.
E no menor espaço que houve para que eu estivesse aqui.
Rir sozinho é uma coisa boa. Não foi um completo fracasso.
Os padrões das gotas mudando com a iluminação.
Tudo é amarelo, preto e laranja.
O som leve.
Está escuro. Mas já não é hora de ter medo.
É hora de lembrar o tempo de medos.
O tempo das duvidas.
Parece que foi ontem.
Quando o som da chuva era mais vivo.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Calma.
O mar estava calmo aquele dia.
Calma.
Calma boa.
Uma calma prazerosa.
O mar estava calmo aquele dia.
Calma.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

É uma pena. Uma pena não ter nascido para viver com os outros. As vezes se pode iludir. Tentar.
Mas.
Mais cedo ou mais tarde a realidade vai vir de novo até você.
A realidade que tanto foge.
A realidade que acredita não existir.
A realidade que vai te matar, não importa.
Mas, é é de importância crucial que aprenda.
Que não pode morrer de fome, mas não pode conhecer quem te dá a comida.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Essa noite em particular tinha um cheiro molhado, úmido.
Um cheiro de fungo, não exatamente ruim.
Lembrava um pouco cheiro de chuva.
Dava quase pra ouvir o cheiro.
Como se fosse um pigar, ou uma pisada numa poça.
Um cheiro transparente, mas sólido.
Gostoso até..
A noite era clara lá.
Muito clara.
A lua brilhava como se fosse prata viva.
Não era viva, mais era prata.
Se chegasse  perto o suficiente, poderia ver que era como um espelho fosco sua superfície.
Como um segundo sol,
As noites eram claras...
Eram.