terça-feira, 17 de março de 2015

É o desamor. Pois que seja o desamor!
Pois foi quando lhe vi tocar nos lábios que não era meus.
Eu que não havia me permitido um pensamento contra ti.
Lembrei de quão comum era o toque de suas bochechas.
De como sua voz não tem o tom que me lembrava.
Me lembrei de que guardei pra ti tudo que era de mim.
E não você não quis.
De que tentei fazer a ti os encontros mais bonitos.
Mas não me completou.
Que nunca me deu uma palavra de gentileza. Ao contrário me esfaqueara na necessidade.
Nunca quisera entender, nem viu que eu tentava dia após dia ser o que precisava.
Mas nunca fui o que precisou.
No final não conseguimos permanecer.
No final, sempre foi assim.

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