sábado, 28 de março de 2015

Ela domina o que toca com a graça de uma aranha velha.
Mesmo que não esteja procurando, sua beleza sempre se revela.
Mesmo de longe mostra delicadeza.
Por mais que me afaste, me domina e me mostra como ver.
Faz com que eu  duvide de cada passo meu.
Me fazer ver como tudo poderia ter sido.
Mesmo sem querer transforma o mundo a sua volta.
Mesmo sem querer, sempre estou a sua porta.
Mesmo sem querer se faz merecedora do melhor.
Sempre me dobra, sem esforço, sem dó, sem querer.
Sempre me dobra.
Me faz desejar, faz pensar, faz ver.
Nunca teve o que merece.
Nunca irá ter?
Quem sabe o que se esconde, abaixo da pele alva que é sua.
Dos olhos que nunca demonstram tristeza.
Dos desejos que parece ter.
Das coisas que acha merecer.
Talvez um único traço eu veja.
Talvez um único traço me faça em joelhos.
Talvez seja isso minha fraqueza.
Isso que é meu maior desejo.


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