Já não existem mais.
Já não existem mais as tardes desperdiçadas.
Os livros jogados de lado.
As discussões sem nexo.
Já não espero mais.
Já não espero ansiosamente.
Já não espero pelo melhor.
Já não espero pela chegada.
Os dias de sol.
Já não tenho mais medo.
Já não tenho mais as velhas complicações.
Já não preciso do que parecia necessário.
Já não ouço mais o barulho.
De seus passos.
De seus pensamentos.
De sua excitação.
O som dos seus olhos comendo a cena.
Já não vejo a graciosidade que tem na ponta dos dedos.
Já não sinto quando corre em direção a mim.
Já não a tenho.
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